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Análise – Mangá – NAUSICAÄ Vol. 2 – Hayao Miyazaki

Nausicaä do Vale do Vento – Vol. 02 Hayao Miyazaki Editora Conrad R$ 29,90 No primeiro volume deste mangá, fomos apresentados à princesa Nausicaä do Vale do Vento; uma adolescente que, enquanto viajava nas proximidades do Mar Podre, defronta-se com um acidente aéreo. Uma nave repleta de mulheres e crianças cai, devido às avarias causadas por um ataque de insetos do Mar Podre. Na procura por sobreviventes, Nausicaä encontra a princesa de Pajite que, antes de morrer, lhe pede para entregar um artefato ao seu irmão, o príncipe de Pajite. O desejo por devolver o artefato ao príncipe de Pajite e a responsabilidade atribuída à Nausicaä, que devido à saúde debilitada de seu pai, deve comandar seu povo em uma guerra que ameaça toda a população do Vale do Vento, são os fios condutores do capítulo inicial da série. Quando este se encerra, Nausicaä encontra-se fugindo do centro do Mar Podre, juntamente com Asbel, príncipe de Pajite. Neste segundo capítulo, Hayao Miyazaki consegue imprimir um ritm...

Análise – Mangá – NAUSICAÄ Vol. 1 – Hayao Miyazaki

Nausicaä do Vale do Vento – Vol. 01 144 páginas Hayao Miyazaki Editora Conrad Nausicaä é considerada obra máxima de Hayao Miyazaki. Frase que ganha contorno especial considerando que seu autor também assinou as animações O Castelo Animado e A Viagem de Chihiro (vencedora do Oscar de melhor animação). Mas, o que esta história tem de tão especial? Bem, responder a essa pergunta de maneira minuciosa resultaria em alguns problemas: a) a análise ficaria de um tamanho impraticável; b) provavelmente todos os méritos do mangá não estariam devidamente explicados; c) estragaria o prazer de ler e descobrir as nuances da história. Desta maneira, abordarei apenas alguns pontos, que considero mais relevantes. Comecemos pela ambientação. A história se passa em um mundo completamente devastado; a civilização, por mil anos, degradou o meio ambiente de tal forma que o tornou estéril, tudo realizado em nome da evolução da humanidade. Os homens utilizavam o avanço irrefreável da sociedade como desculpa pa...